Santuário de Cristo Rei

Santuário de Cristo Rei

Viale Principe Umberto, 87-89. (Abrir Mapa)

Descrição

O Sacrario di Cristo Re é a grande igreja com cúpula que domina Messina do alto de um morro acima do centro, no viale Principe Umberto. Guarda os mortos das duas guerras mundiais, e do mirante em frente se abarca com o olhar a cidade e o estreito.

O edifício, de 1937, é um octógono irregular em estilo barroco, projetado por Giovanni Battista Milani pensando na arquitetura do messinense Filippo Juvarra, em especial na Basílica de Superga, em Turim.

A cúpula é marcada por oito nervuras. Na base delas ficam oito estátuas de bronze de Teofilo Raggio: as três virtudes teologais, as quatro cardeais e a Religião, que abrange todas elas. No alto, uma lanterna de seis metros, uma esfera e uma cruz.

Na escadaria de entrada, a estátua de Cristo Rei de Tore Edmondo Calabrò recebe os visitantes. Lá dentro, a igreja tem dois níveis: em cima, um altar barroco e um balcão octogonal que dá para o templo inferior.

O templo inferior é a cripta dos mortos. No centro, visível também do nível superior, um sarcófago de mármore sustenta a figura deitada de um soldado, obra de Antonio Bonfiglio. Nas paredes, milhares de nichos guardam os restos de 1.288 mortos da Segunda Guerra Mundial e 110 da Primeira.

Na torre octogonal fica o sino, com 2,80 metros de largura e 13 toneladas de peso, fundido com o bronze dos canhões inimigos da Grande Guerra. Toda tarde, ao pôr do sol, as suas badaladas lembram os mortos de todas as guerras.

O morro sempre foi um ponto-chave para controlar a cidade e o porto. Aqui ficava o castelo de Matagrifone, e a torre poligonal incorporada à base do memorial é o que resta dele.

O nome do castelo está ligado a Ricardo Coração de Leão. Em 1190, a caminho da Terra Santa para a Terceira Cruzada, ele parou em Messina e brigou com o rei da Sicília Tancredo por causa do dote da irmã Joana, viúva do rei anterior.

Ricardo ocupou a cidade e mandou construir uma torre de madeira chamada Mata Grifone, ou seja, "mata gregos", para manter sob controle os "gregos" de Messina, hostis à sua presença. No fim, Tancredo preferiu um acordo e pagou.

O castelo teve outros hóspedes ilustres. Quando estouraram as Vésperas, em 1282, os angevinos se fecharam entre as suas muralhas e conseguiram deixar a cidade ilesos; dois anos depois, Carlos II de Anjou, chamado o Coxo, ficou preso na torre.

Não perca
• O mirante Montorsoli.
• O templo inferior com o soldado de mármore.
• A cúpula com as estátuas das Virtudes.

Você sabia?
• O sino do memorial é o terceiro maior da Itália.
• O castelo depois foi transformado em prisão, e do seu portal do século XVI resta uma entrada com uma carranca na via delle Carceri.